Arquivos de Autor: Nathalia Conti

Mudar de carreira é o novo normal. Mas por que você está com medo?

Quem tem medo da mudança de carreira? Nos últimos 2 meses, conversei com mais de 20 pessoas brilhantes e bem-sucedidas no que fazem. Todas com um mesmo problema: o desejo e o medo de fazer uma transição de carreira.

Num primeiro momento, o nosso olhar julgador pensa: mas por que raios essa pessoa tá com medo? Olha esse currículo, essa bagagem, essa rede de contatos… Por que o medo? 

Esse medo, que eu chamo de dilema da prisão, tem uma razão de ser e existir. E queria usar esse artigo não só para falar sobre os desafios e anseios que envolvem esse dilema, mas também trazer os caminhos para sair desse impasse e contornar as fricções que envolvem toda mudança de carreira – e de vida.

De zero a 10, de quanta mudança estamos falando?

Quando comecei a trabalhar, aos 16 anos, minha visão romântica era: vou conseguir um
trabalho pra provar pro meu pai que eu posso fazer o que eu quiser (que, no caso, era ser
jornalista), vou entrar em uma faculdade pública logo depois da escola, com 22 anos estou formada e trabalhando no que eu gosto, com 25 tô casada e até 30 tenho minha primeira filha.

Pois bem: como a carreira (e a vida) de muita gente, esse meu planejamento linear
impecável falhou miseravelmente. 

Nos 22 anos de carreira que se seguiram, eu me aventurei em mudanças bruscas e improváveis que eu nunca imaginei que faria com aquela cabeça linear e ingênua de 16 anos:

  • Mudei do Jornalismo Automobilístico para Engenharia Química
  • Mudei de Engenharia para o Marketing
  • Mudei do Marketing para Vendas e, depois, voltei para o Marketing de novo
  • Mudei do Marketing B2C para o B2B
  • Mudei de Multinacional para Startup
  • Mudei de Produto para Serviço
  • Mudei de Sócia de uma empresa para Empreendera do zero
  • E sabe-se lá o que vem por aí

Apesar de todas essas mudanças, deu pra perceber uma diferença gradual entre cada uma delas. 

A primeira mudança parece até elegante, audaciosa e inovadora. “Olha que corajosa
essa mulher que seguiu seus sonhos…”. Mas, com o tempo, percebi que a mudança troca o charme e o fôlego pelo medo e fica mais com cara de “olha lá, que mulher doida, vai
arriscar de novo, não consegue se decidir e nem acertar em um rumo na vida”.

Foi aí que eu me deparei com o dilema da prisão.

Pra mim, essa virada de chave aconteceu depois de 7 anos de uma carreira bem sucedida
em uma mesma multinacional, quando eu me tornei mãe.

Com a maternidade, eu não queria parar de trabalhar fora, eu amo trabalhar. Mas a minha definição de sucesso mudou por um motivo simples: o meu tempo agora valia muito mais.

Com a chegada da Olívia (agora com 6 anos), o tempo longe dela tinha que ser investido
em algo igualmente sensacional – o que, no meu caso, não estava sendo mais. De repente, meu motor de ambição precisava de uma boa dose de propósito, de saber que estou investindo de fato o tempo longe dela em algo valioso para nós duas. Essa redefinição de prioridades foi o motivo que me fez olhar pra fora.

Ah… Então é simples: eu só preciso largar meu trabalho atual e encontrar meu novo rumo.  É pra ser fácil, já mudei tantas vezes. Mas, pra minha surpresa, não foi. A esse impasse eu dei o nome de dilema da prisão:

Quando estamos perdidos num contexto ruim, parece que estamos em uma prisão. De repente, a prisão fica insuportável quando vemos o que há do lado de fora. A grama verde, o céu azul e pessoas livres deixam os problemas mais evidentes, a rotina mais difícil, a cela ainda menor e, de tão sufocante, tudo o que a gente quer é sair dali.

Mas é aí que vem o dilema da prisão. “Será que eu consigo sair? E se lá fora for pior?
Como eu vou sobreviver? Ah… Pensando bem… A prisão até que é boa, eu já
conheço meus companheiros de cela, eu já sei como tudo funciona, todo dia tem
almoço, janta, banho de sol – até prometeram me “promover” pra uma cela com vista
para o pátio… Vai saber o que vai acontecer comigo lá fora… Acho melhor eu ficar”.

No meu caso, o pensamento julgador era óbvio: “quem é a maluca que larga uma carreira sólida em multinacional com uma bebê no colo pra criar?”. Lembro até que um gerente, na época, me falou: “Carol, quando tudo der errado, pode me chamar que eu te contrato de novo”. 

Mas também teve outro que me disse: “você ainda tá em tempo, eu mesmo não posso mais ter o luxo de me arriscar”.

Esse impasse misturado com julgamento vale para qualquer pessoa que está insatisfeita
com seu contexto atual, com o qual está acomodada, para mudar para algo que, apesar de poder ser melhor, pode também ser pior. Pode ser sua carreira atual, ma também pode ser um relacionamento, um projeto de longo prazo, uma casa em que você mora… E por aí vai.

Realmente… Não é fácil sair da prisão. Em qualquer um desses casos, o medo de mudar
se mistura com o receio de perder o que já se têm por duas causas-raízes:

1. O primeira delas é a INÉRCIA: indo para a definição padrão, a inércia é a tendência
natural de um objeto em resistir em seu estado natural – seja ele em repouso ou em
movimento. Partindo dessa lógica, quanto mais investidos estamos na carreira ou caminho que escolhemos, seja ele mais acelerado ou mais estável, mais difícil é alterar o rumo e a velocidade para outra direção. Dá preguiça de investir tempo para mudar o comportamento, buscar e aprender coisas novas… Mas tem jeito de contornar essa preguiça.

2. A segunda é o RISCO: Quanto mais o tempo passa e a inércia aumenta, maior é o risco de mudar. E esse é um risco composto entre vida pessoal (ou seja, será que consigo
manter minhas contas, meus compromissos e estilo de vida fazendo essa mudança?) e
profissional (depois de investir tanto tempo na empresa e nessa carreira, não parece meio burro largar tudo pra trás? E se eu não for bem no meu novo caminho?). O risco é inerente a qualquer mudança… Mas também tem como mitigar.

Então como contornar o dilema da prisão?

Trazendo de novo a minha história como exemplo aqui, passaram-se 10 MESES entre eu
pensar em sair e eu fazer de fato a transição da carreira de multinacional para startup. A
partir dessa mudança, consegui costurar os aprendizados para usá-los em outras
mudanças da vida, sejam elas profissionais ou pessoais.

É como eu sempre digo: trabalhar dá trabalho – temos que nos mexer se queremos que
algo mude. E, entre as mexidas que eu aprendi a fazer, eu destaco 5 que foram
fundamentais, para essa e pra outras mudanças minhas e das pessoas que pude ajudar no processo:


1. Antes de buscar as respostas, defina as perguntas

Nesses momentos de insatisfação, é instintivo querer começar buscando por caminhos de solução. O problema desse ímpeto pela resposta certa o mais rápido possível é que não nos atentamos para as perguntas que queremos responder antes de dar um novo passo – e aí corremos o risco de errar de novo mesmo que seja em um caminho diferente. É o que acontece quando pulamos de uma empresa para a outra e saímos sempre por motivos similares. 

O tempo de parar e refletir é um impulsionador mais assertivo para reunir a coragem de mudar. Para mim, o que funcionou foi desenhar o meu próprio “Golden Circle” : qual é o meu porquê (o que me motiva e me move); como eu quero trabalhar esse porquê (meus princípios, meus valores, o que é importante pra mim) e; o que eu quero de faço fazer a partir disso (atividades que me interessam, assuntos com os quais quero trabalhar, formatos de trabalho, etc). Com isso em mãos, é mais fácil levantar hipóteses mais alinhadas e as dúvidas que você precisa investigar para identificar o melhor caminho.


2. Networking bom é networking direcionado

O que me dá mais vergonha de fazer networking (e os piores resultados também) é quando faço uma conexão de forma randômica e sem saber o que eu busco com essa conexão. No contexto de uma mudança de carreira, é ainda mais importante trazer esse direcionamento para responder às perguntas conectam seu Golden Circle e as hipóteses de solução que você quer investigar. 

No meu caso, minha hipótese era sobre mudar para o ambiente de startups. Para isso, conversei na época com mais de 30 pessoas que fizeram uma transição similar, ou sempre trabalharam nesse ambiente ou pessoas que são influentes e que podem me abrir portas para esse novo caminho. Em nenhuma dessas conversas eu fui pedir emprego. Eu fui pra aprender, pra ouvir e para me aproximar desse rumo (pra ver se eu queria mesmo). Mesmo assim, foram essas conversas que me geraram 5 oportunidades de emprego para eu avaliar e, melhor ainda, conexões que são próximas até hoje, tanto para eu pedir ajuda, como para eu ajudar também.


3. Estudar, sim, mas praticar é ainda melhor

Via de regra, toda mudança de carreira envolve uma dose de estudo. Pode ser sobre uma área nova, uma empresa nova, uma função nova. O investimento em aprender sempre é válido para diminuir a insegurança e se preparar melhor para o novo rumo. E quando eu falo de estudo, não tô falando de um MBA pesado: pode ser uma busca por podcasts, palestras, artigos, eventos, cursos curtos.

Se couber na sua rotina e te ajudar nessa preparação e tomada de decisão, tá valendo! No entanto, a depender da mudança desejada, nada te impede de não só estudar, mas
também testar as águas: pode ser um projeto paralelo, participar como pessoa voluntária
em um projeto da área nova, testar algumas novas habilidades na sua função atual e por aí vai. A prática vai acelerar muito o estudo teórico, além de te dar aquela motivação pra
mudar mais rápido e contornar a inércia.


4. Converter as “coisas de fazer” em “coisas de gostar”

Via de regra, é extremamente raro conseguir e ter a condições financeiras de fazer uma mudança de carreira do dia pra noite. Leva tempo, trabalho e intenção para encontrar a oportunidade que estamos buscando. Isso não significa, no entanto, que temos que ficar parados e frustrados na prisão fazendo as coisas por obrigação e esperando a hora de sair chegar. Enquanto a oportunidade não chega, uma forma de aproveitar o tempo é testando novas coisas no seu trabalho atual. 

Pode ser um projeto diferente, buscar uma mudança de área dentro da empresa atual antes de sair (o que geralmente aumenta as chances de conseguir uma vaga nessa nova área depois), aplicar aprendizados dos estudos no seu dia-a-dia e por aí vai. É uma forma de investir o tempo que precisa ainda ser dedicado em coisas que não queremos, mas precisamos fazer (“coisas de fazer”) em coisas que queremos para o nosso futuro (“coisas de gostar”).


5. Ressignifique seu passado como repertório

Na hora que a gente decide que quer mudar o rumo da carreira, a falta de experiência na área futura faz com que a gente se sinta despreparado ou até inferior para encarar um novo desafio. Esse pensamento não faz tanto sentido por dois motivos.

O primeiro é que, em qualquer experiência profissional, é possível destacar soft skills que desenvolvemos e que são transversais em qualquer profissão. Eu usei muito a minha facilidade com mudanças pra demonstrar minha multidisciplinaridade e que me adapto a qualquer contexto, assim como enfatizo a minha experiência em dezenas de mercados como repertório criativo pra resolução de problemas de diversas naturezas. 

O segundo motivo é que, muito embora experiência seja sim importante, a habilidade de
aprender rápido é tão crucial quanto, já que todas as áreas de atuação estão em ritmo
acelerado de evolução. 

Pessoalmente, eu gosto muito de investir em pessoas que têm esse potencial, até mais do que em pessoas que às vezes têm a experiência, mas não têm a mesma adaptabilidade ou vontade de fazer diferente. Dessa forma, um esforço bem feito nos estudos somado a histórias e evidências que comprovam essa habilidade de aprender rápido sempre jogam a nosso favor.

Depois de tantas mudanças, eu ainda tenho o mesmo frio na barriga inerente ao dilema da prisão. Afinal, qualquer pessoa que esteja insatisfeita com uma carreira de sucesso (onde quer que seja) e que sustenta sua vida pessoal tem medo de mudar e perder as “benesses da prisão”.

Um dia antes de pedir demissão da multinacional em que trabalhava, liguei para uma das
pessoas que me ajudou a encontrar uma nova oportunidade e disse: “Mas e se der
errado?”. Aos risos, essa pessoa me falou, com toda a calma do mundo, o óbvio: “uai… Se
der errado, você começa de novo”. Se der errado… Comece outra vez.

10 palestras motivacionais para Convenção de Vendas.

Toda convenção de vendas precisa de momentos que motivam e inspiram. E a palestra motivacional costuma ser o ponto alto: aquele instante em que o time para, escuta, se emociona – e, idealmente, se movimenta.

Mas verdade seja dita: nem toda palestra motivacional realmente motiva. Muitas morrem no aplauso e não geram a mudança de comportamento esperado.

O conteúdo até emociona, mas não conversa com a realidade de quem está ouvindo. E quando isso acontece, a inspiração se dissipa rápido e o impacto que o evento prometia não se concretiza.

Ao longo da nossa jornada, acumulamos um repertório sólido com centenas de participações em convenções de vendas (mais de 60 só em 2025).

Essa vivência nos permitiu observar, com profundidade, os temas de palestras motivacionais que realmente funcionam. São conteúdos que inspiram com propósito, provocam com empatia e engajam com consistência.

Antes de tudo, vale entender o risco da motivação vazia: a desconexão.

Mergulhamos fundo no que há por trás das palestras que realmente funcionam (e também nas que não funcionam). E o que aprendemos: conteúdo genérico, desconectado da realidade do time, não funciona. O que funciona é o conteúdo que reconhece os desafios reais, provoca reflexões relevantes e abre espaço para ação.

Quando a palestra não se conecta com o dia a dia do time, ela pode até entreter, mas dificilmente transforma. O vendedor escuta, mas não se vê na fala. E se não se vê, não se move.

É comum ver palestras bem-intencionadas, com falas emocionantes e histórias marcantes, mas que falham em um ponto essencial: conexão com o contexto comercial. O conteúdo precisa dialogar com a pressão por metas, com a complexidade do mercado, com os desafios da rotina. Sem isso, a motivação evapora depois do aplauso.

Em uma convenção de vendas, cada minuto conta, e você sabe bem disso. Desperdiçar esse tempo com mensagens genéricas é abrir mão de uma oportunidade valiosa de gerar alinhamento, engajamento e ação.

A palestra certa não é só aquela que emociona. É a que provoca, reconhece, respeita e inspira à ação. Quando o conteúdo conversa com a realidade, ele vai da inspiração para a transformação.

Se você quer que sua convenção de vendas seja mais do que um momento bonito, aqui está um ótimo ponto de partida:

10 palestras motivacionais para sua convenção de vendas

Esses são os temas que mais se destacam em convenções de vendas porque se conectam com a realidade do time, provocam reflexões relevantes e inspiram movimento.

1. Coragem em Vendas

Vender com coragem é assumir o protagonismo e parar de esperar que o mundo resolva por você. Essa palestra provoca o time a sair da posição de vítima dos desafios e assumir o controle do processo comercial. É um chamado direto à ação com autenticidade, presença e responsabilidade.

2. Cliente no Centro: Criando Experiências Memoráveis de Verdade

Mais do que vender, é preciso encantar. Essa palestra mostra como colocar o cliente no centro da conversa, entender suas necessidades reais e criar experiências que fazendo sentido pra ele. Um conteúdo essencial para times que querem elevar o nível da entrega comercial.

3. Bora Bater Meta

Num mundo cada vez mais digital, a venda presencial só continuará existindo enquanto agregar valor ao processo de compra. Essa palestra mostra que o “como se vende” importa mais do que “o que se vende” – e como isso impacta diretamente o atingimento de metas. É sobre técnica, atitude e intenção.

4. Experiência do Cliente: Da Jornada à Memória

Encantar não é um ato isolado, é uma jornada. Essa palestra aprofunda o olhar sobre os pontos de contato que constroem uma experiência memorável, e como o time comercial pode ser protagonista nesse processo. Ideal para empresas que querem fidelizar com consistência.

5. Estratégia de Execução

Planejar é importante. Executar com consistência é essencial. Essa palestra traz ferramentas práticas para transformar estratégia em ação, com foco em personalização, segmentação de clientes e diagnóstico. Ideal para times que precisam sair do plano e ir para o campo com mais clareza e direção.

6. Mentalidade de Crescimento: Evoluir é Parte da Venda

Vendas é um território de evolução constante. Essa palestra convida o time a adotar uma mentalidade de crescimento, enxergando desafios como oportunidades de desenvolvimento. É sobre aprender, adaptar e crescer (individualmente e como equipe).

7. Vendas Movem o Mundo

Tudo que não pode ser automatizado precisa ser valorizado, e o vendedor é parte disso. Essa palestra reforça o papel estratégico da área comercial como agente de transformação nos negócios. Um convite para que o time assuma seu lugar com orgulho, visão e impacto.

8. Vendas é Medida de Confiança: Construindo Relações que Geram Resultados

Confiança é o ativo mais valioso em vendas. Essa palestra mostra como construir confiança ao longo da jornada de compra, com escuta ativa, consistência e entrega de valor. Ideal para times que querem fortalecer vínculos e gerar negócios sustentáveis.

9. Venda de Propósito

Quando o vendedor se conecta com o significado do que vende, a experiência de compra muda. Essa palestra convida o time a refletir sobre a intenção por trás de cada produto ou serviço, e sobre o impacto que isso gera na vida das pessoas. É sobre vender com alma, não só com técnica.

10. Storyselling: Histórias que Conquistam Corações e Negócios

Histórias vendem. E quando bem contadas, criam conexão, confiança e desejo. Essa palestra ensina como usar narrativas reais e relevantes para tornar a abordagem comercial mais humana, memorável e eficaz. Ideal para quem quer vender com mais empatia e autenticidade.

Como escolher a palestra certa para o seu momento?

Escolher uma palestra motivacional vai muito além de seguir o hype do momento ou apostar em nomes famosos. Para gerar impacto real, a escolha precisa estar alinhada com o contexto da equipe, os desafios do negócio e os objetivos da convenção.

Na Conectas, nossa metodologia própria ajuda nossos clientes a fazer essa escolha com mais clareza e intenção. Antes de definir o tema da palestra, vale refletir sobre algumas perguntas:

1. Tudo começa aqui: Qual impacto esperado desse time?
O que a empresa espera que esse grupo entregue nos próximos meses? Quais são os resultados estratégicos que precisam ser alcançados?

2. Que desafios o time enfrenta para alcançar esse impacto?
Falta de alinhamento? Baixa energia? Dificuldade de execução? Resistência à mudança? É essencial nomear os obstáculos com clareza.

3. Que comportamentos precisam mudar para superar esses desafios?
Mais escuta ativa? Protagonismo? Resiliência? Foco em execução? Aqui está o ponto de virada: entender o que precisa ser feito de forma diferente.

4. Que tipo de experiência pode provocar essa mudança?
Agora sim: com base nas respostas anteriores, é possível escolher o tema da palestra (ou vivência) que melhor conversa com esse momento. A palestra certa é aquela que abre espaço para o impacto que você quer ver acontecer.

A palestra motivacional é uma peça-chave da convenção de vendas. Mas para cumprir seu papel, ela precisa ir além do impacto momentâneo. Precisa tocar o que é real, provocar o que está adormecido e abrir espaço para novas possibilidades.

Quando o conteúdo conecta com o contexto, o que acontece no palco não termina ali. Ganha corpo, ganha voz, ganha movimento.

Se você quer transformar sua convenção em um espaço vivo de inspiração com propósito, a Conectas pode ajudar. Criamos experiências sob medida que colocam os vendedores no centro da performance com coragem, intenção e impacto real.

Vamos juntos desenhar uma convenção que faça sentido e diferença?

Fale com a gente aqui.

4 dicas para construir convenções de vendas de sucesso.

Só nesse ano de 2025, estivemos presentes em mais de 60 convenções de vendas.

A gente sabe que o rolê é intenso: tem que lidar com a gestão de pautas, liderança ansiosa, equipes com expectativas altas e as mil versões da agenda – que ainda vai mudar no dia do evento, risos. 

Na maioria das vezes, a intenção é a melhor, mas a convenção de vendas ainda é sinônimo de pura exposição: líderes apresentam a estratégia do próximo ciclo, mostram novidades de produto, dão vários recados importantes e… pronto. 

Só que falta o essencial: conectar os pontos. 

Se o objetivo da convenção é transformar comportamento e resultado, não basta pensar só no conteúdo. É preciso ter um objetivo claro, uma experiência que faça sentido pra quem vive, conexão entre os pontos e um ambiente que favoreça a assimilação – não só a exposição.

Antes de tudo: defina o que é sucesso

Sucesso é algo muito subjetivo. Por isso, antes de começar a pedir orçamento pra convenção é importante ter clareza do que é sucesso num evento desse porte, que costuma envolver todo uma área ou até toda a empresa.

Algumas perguntas-chave:

  1. Qual é o objetivo desse movimento?
  2. O que as pessoas deverão lembrar ao final do último dia?
  3. O que queremos que fique pulsando até a próxima convenção?
  4. Que sentimos queremos despertar?
  5. Quais aspectos da nossa cultura queremos reforçar?

Se a sua convenção não muda conversas entre líderes e times, ela foi só um show caro. O que sustenta a transformação não é o “uhul” do dia, é a qualidade das conversas e dos rituais que virão depois.

E se tem uma coisa que a gente aprendeu nesse tempo, é que as convenções de vendas de sucesso têm 4 coisas em comum:

  1. Uma pessoa mestre de cerimônias que conecta os pontos.

A convenção não pode ser só uma sequência de palestras, mas uma história sendo contada ao vivo. A mestre de cerimônias é quem costura essa história – liga o que foi dito antes com o que vem depois, traduz o que a liderança falou e mantém a energia. É ela quem ajuda o time a entender o “porquê” por trás de cada momento.

 2. Palestra não pode ser só motivacional – precisa casar com o contexto. 

Quando o discurso não conversa com a realidade de quem tá ouvindo, em vez de engajamento, vem o distanciamento. O vendedor ouve e pensa: “bonito isso, mas não é a minha vida.” A palestra que realmente transforma é a que olha pras dores reais do time, fala de obstáculos que todo mundo enfrenta, e mostra caminhos possíveis. 

3. Espaços de aprendizagem incidentais. 

Nem todo aprendizado acontece no palco. Crie espaços de troca: convide as pessoas a discutir, apresentar e refletir. Estimule que participem ativamente, compartilhem aprendizados e tragam feedback real. É nas pausas e conversas que o conteúdo ganha vida e se transforma em prática.

4. Uma boa parceria pra fazer acontecer.

Se você está planejando sua convenção de vendas, a gente pode contribuir com nossa experiência tanto no palco quanto no bastidor. De verdade: o time da Conectas adora falar sobre isso. Então, se quiser trocar ideias, tirar dúvidas ou pensar junto, chama a gente aqui! 

Convenção de vendas não é espetáculo: é o início de uma conversa séria sobre como vamos vencer do jeito certo. Quando ela honra a cultura na prática, traduz estratégia em comportamento e cria ambiente para assimilação e compromisso. O sucesso começa ali, mas transborda no dia a dia do time.

Espero que essas dicas te ajudem por aí! 😉

Participe da nossa próxima live sobre convenção de vendas:

Case Marilan: Como alavancamos a performance do time comercial?

O Grupo Marilan, uma das maiores indústrias de alimentos do Brasil, está vivendo um momento decisivo de crescimento. Com a aquisição da marca regional Festone e a meta ousada de alcançar 50 milhões de unidades de panetones vendidas em 2025, a companhia deu início a um movimento de expansão que exigia mais do que metas – pedia alinhamento, propósito e estratégia.

Em um mercado cada vez mais competitivo, o sucesso comercial depende de algo que vai além da execução: ele nasce da coerência entre cultura, comportamento e resultado. E foi com esse olhar que a Conectas e a Marilan construíram juntas a Trilha Comercial 2025, um programa que uniu capacitação, liderança e visão de negócio em uma jornada de transformação real.

O desafio: mudança de mentalidade.

O time comercial da Marilan já era experiente, mas precisava mudar o foco da quantidade para o valor. A “cabeça de volume” dava lugar à necessidade de uma visão de receita, rentabilidade e gestão estratégica do portfólio.

Além disso, havia uma percepção de que o backoffice era apenas uma área de suporte, e não um parceiro estratégico do comercial. Reverter essa lógica era essencial para que todos os elos da operação trabalhassem com um mesmo propósito: crescer juntos.

A empresa também enfrentava desafios logísticos e de alinhamento comercial entre marcas, especialmente com a chegada da Festone, que exigia cuidado para evitar a canibalização dentro do portfólio e garantir coerência entre os canais.

Nosso mergulho inicial

Antes de construir qualquer trilha, começamos pelo essencial: ouvir quem está na linha de frente.
Realizamos entrevistas com a diretoria comercial, lideranças regionais e áreas de interface para mapear dores, oportunidades e percepções sobre a rotina comercial.

O diagnóstico revelou algo claro: o time tinha energia, mas precisava de coragem para transformar potencial em impacto.

Era necessário reconectar propósito e prática, revisitar o papel das lideranças e reforçar a importância da colaboração entre áreas.

Essa escuta se tornou o ponto de partida da jornada – e o fio condutor de todo o programa.

A construção da Trilha Comercial 2025

A Trilha Comercial 2025 foi desenhada para unir inspiração, técnica e execução – uma jornada que tocasse o racional e o emocional.

O programa começou com a etapa de contextualização, baseada em entrevistas e análise de materiais internos, que garantiram que cada conteúdo dialogasse com a realidade da Marilan.

A partir daí, o plano se desdobrou em múltiplos formatos e públicos:

  • Palestra “Coragem em Vendas”: o kickoff que inspirou todo o time comercial a olhar para metas e desafios com atitude e propósito.
  • Workshop “Liderando com Coragem”: voltado a gerentes e regionais, com foco em liderança e planejamento estratégico.
  • Módulos “Venda com Coragem” e “Gestão de Resultados”: dez turmas online com conteúdos práticos sobre técnicas comerciais, visão estratégica e gestão de performance.
  • Workshop “Gestão de Processos Comerciais” (Backoffice): desenvolvido para integrar times e fortalecer a cultura de colaboração.
  • Palestra de encerramento #BoraBaterMeta: uma entrega inspiradora, que celebrou conquistas e reforçou a confiança do time para o novo ciclo.
  • E-book bônus para supervisores: síntese de conteúdos e práticas para aplicação imediata no campo.

O nome da trilha não foi por acaso. Falar de coragem em vendas é falar sobre olhar para dentro antes de olhar para fora. Sobre liderar com propósito e agir com consistência.

O impacto e aprendizados

A Trilha Comercial 2025 impactou mais de 160 pessoas em todo o Brasil e atingiu NPS 10 junto ao RH da Marilan – um reflexo direto da coerência entre estratégia e execução.

O resultado mais valioso, porém, veio da percepção do próprio cliente:

“O trabalho foi crucial para capacitar nosso time, alinhando suas habilidades de liderança com os objetivos estratégicos da nossa empresa, especialmente em um momento de novos negócios e campanhas importantes.”

Naiara Piovesan — Analista Sênior de DHO, Grupo Marilan.

Cultura comercial se constrói com rituais, escuta e consistência e coragem. Quando as pessoas entendem o porquê das metas, elas passam a agir com mais autonomia, empatia e protagonismo.

Nosso olhar

Na Conectas, acreditamos que o impacto real acontece quando o desenvolvimento está profundamente conectado ao contexto. É por isso que, mais do que treinamentos, entregamos jornadas que transformam potencial em impacto – para as pessoas, para os times e para os negócios.

Se você tem um desafio parecido com o da Marilan, estamos aqui pra te ajudar!

Vamos conversar? =)

Cultura se constrói com rituais.

Em 2020, durante uma mentoria, ouvi algo que mudou minha forma de liderar: “Carol, entenda: cultura se constrói com rituais. Se você quer transformar a cultura, precisa de consistência e constância.” Até então eu estava fazendo o que a maioria dos líderes “acha que deve fazer”: apagando incêndios, respondendo às urgências do dia a dia e achando que bastava comunicar valores e direcionar metas. Naquele momento, refleti sobre a importância de criar uma cultura mais propositiva e menos reativa, afinal cultura não se prega, se pratica e prática vira hábito quando ganha cadência, propósito e significado, exatamente o que os rituais criam.

Desde esse dia, passei a olhar para a agenda e para o time de outra maneira: não como um calendário de reuniões, mas como espaços intencionais de construção de identidade, de reforço do que importa e de conexão com a estratégia.

Por que rituais constroem cultura (e como isso se aplica às equipes de vendas)

Times comerciais vivem sob pressão: metas, concorrência, mudanças de mercado, novas ferramentas, reorganizações. Nesse ambiente, o improviso é perigoso. Rituais bem definidos criam segurança psicológica e ritmo. Eles dizem: “é assim que fazemos por aqui”, sem que a todo momento alguém precise dizer “tá no playbook – ou manual, o no doumento na rede”.

Os rituais têm um papel central na construção e manutenção da cultura de uma organização. Eles funcionam como mecanismos simbólicos e práticos que reforçam valores, comportamentos desejados e a identidade coletiva. Aqui estão alguns pontos que destacam sua importância:

  • Reforço de valores e crenças: reuniões de abertura de mês, onde se revisita propósito, estratégia e direção, ajudam a traduzir valores em ações práticas.
  • Transmissão de comportamentos desejados: dar feedback em reuniões coletivas e/ou no one a one ou celebrar pequenas vitórias ensina o time pelo exemplo.
  • Criação de identidade e pertencimento: encontros comerciais que combinam resultados, cases de sucesso e depoimentos de clientes fortalecem o “nós”.
  • Criação de memórias e experiências compartilhadas: rituais como kick-off anual ou celebração de metas viram narrativas vivas que unem o grupo.
  • Estabilização em momentos de mudança: quando há troca de território, mudança de produto ou estratégia, um ritual consistente (como business review) dá previsibilidade.
  • Facilitação do aprendizado: retrospectivas comerciais, mentorias e acompanhamento de campo estruturados permitem aprendizado contínuo sem burocracia excessiva.

“Só hoje não”- isso é bom ou ruim?

Um bom ritual mostra sua força quando faz falta. Se, ao cancelar uma reunião semanal ou ao pular a celebração mensal, o time percebe o vazio, significa que aquele espaço já tinha valor real: ele era esperado, confiável e dava sentido ao trabalho. Isso acontece porque rituais precisam ser repetíveis, previsíveis e significativos:

  • Repetíveis para criar hábito e estabilidade,
  • Previsíveis para dar segurança em meio à incerteza,
  • Significativos para conectar com propósito e não virar mera burocracia.

Quando essas três dimensões estão presentes, o ritual não é só um compromisso na agenda; ele vira um ponto de ancoragem para cultura e performance.

O papel do líder comercial

Liderar times de vendas vai além de perseguir números. É sobre imprimir ritmo, dar direção e construir um legado que resista às trocas de gestão e às turbulências do mercado. Rituais são ferramentas silenciosas, mas poderosas, para isso.

Criar rituais exige intencionalidade: definir quais encontros mantêm a cultura viva, dar clareza sobre por que existem, manter consistência, mas permitir evolução conforme o time amadurece. Líder que só resolve problema urgente está sempre atrasado; líder que cuida dos rituais constrói futuro.

E construir futuro começa com a visão que você oferece hoje. Como diz Thomas Frey:

“A maneira como você imagina o futuro muda sua ação no presente. Então não é só o presente que constrói o futuro. O futuro também constrói o presente.”

Se você quer que sua equipe trabalhe de forma estratégica e confiante, precisa projetar esse amanhã de forma clara, inspiradora e prática. Rituais são uma forma poderosa de tornar essa visão tangível e presente no dia a dia, criando pontes entre onde estão e para onde devem ir.

Onde o ouro está: cuidado, familiaridade e credibilidade

No livro Potencial Oculto, Adam Grant explica que quando alguém entrega orientação valiosa, três camadas se encontram: cuidado, familiaridade e credibilidade.

Conteúdo do artigo

Para líderes, isso significa que, além de criar rituais, é essencial cuidar das pessoas, mostrando que você quer o melhor para cada um e que o desenvolvimento do time é genuíno; cultivar familiaridade, conhecer as histórias, os contextos e o que move cada profissional; e sustentar credibilidade, demonstrar domínio do negócio, clareza sobre os desafios do mercado e comprometimento real com a cultura da organização.

Quando esses três elementos convergem, o líder não só define rituais, mas transforma cada encontro em oportunidade de construção de confiança e cultura.

Você não ensina o que você sabe, você ensina o que você é

Cultura não é sobre slides ou discursos; é sobre exemplo vivo. Seus rituais só serão transformadores se refletirem quem você é e o que você valoriza de verdade. Times percebem quando há coerência entre o que o líder diz e o que ele faz. Se você quer que o time pratique colaboração, coragem e foco do cliente, precisa viver isso antes de pedir. Mais do que ensinar técnicas, líderes comerciais constroem cultura com suas próprias escolhas, comportamentos e presença.

E há algo essencial para fechar esse pensamento: consistência. Bater meta importa muito, mas não a qualquer custo. O verdadeiro desafio é entregar resultado sem trair as premissas da cultura que você quer fortalecer. É possível ser firme com números e, ao mesmo tempo, ser fiel aos valores que sustentam a empresa. Rituais bem construídos lembram o time de que ganhar não é vencer de qualquer jeito; é crescer sustentando aquilo que faz a organização única.

Lidere DE propósito

Se você chegou até aqui, olhe para sua rotina e pergunte: quais rituais do meu time hoje são apenas reuniões no calendário e quais realmente constroem cultura? Não espere um momento ideal para começar; cultura é feita no detalhe, todos os dias. A próxima reunião de resultado pode ser mais do que números; o próximo feedback pode ser mais do que cobrança; a próxima celebração pode ser mais do que um brinde.

Você decide se vai continuar apagando incêndios ou construir a base que vai impulsionar sua equipe. Transforme encontros em rituais, metas em significado e liderança em legado.

Como podemos ajudar?

Na Conectas, a gente acredita que cultura se constrói nas práticas que se repetem com propósito.
Por isso, proporcionamos experiências de aprendizagem que inspiram líderes e times a transformar rotina em cultura e cultura em resultado.

Quer saber mais? Bora bater um papo! 😉